
Foto: Le Roy
Neste mês que termina, o celular completa 25 anos.
O primeiro aparelho, um DynaTAC 8000X, foi criado pelo engenheiro Martin Cooper, que hoje afirma que, no futuro, os aparelhos eletrônicos serão embutidos em nossos corpos.
Nestes 25 anos, o celular foi acusado de matar uma mulher de câncer, mas também ganhou o importante papel de principal dispositivo de inclusão digital em regiões pobres, como a África.
Atualmente, existem 3.3 bilhões de celulares em todo o mundo e os smartphones já são gadgets mais desejados do que laptops e computadores desktop.
Para a data não passar em branco no blog, segue um vídeo daquele que é considerado um dos comerciais pioneiros de celular.
O primeiro tijolão a gente nunca esquece.
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Nesta semana, empresas do porte de Google, Microsoft e Yahoo! assinaram um acordo para garantir a liberdade de expressão na rede.
Apesar de já terem pisado na jaca em relação ao assunto, é a 1ª vez que as empresas assumem uma posição mais clara e contrária aos governos que restrigem o acesso à internet.
Se vai resultar em algo prático, é outro assunto.
O blog de tecnologia da BBC registrou que a Google e a Apple entraram com somas de dinheiro na “No on 8“, campanha contra uma emenda que quer proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia.
Em blogs oficiais e notas enviadas à imprensa, as duas empresas assumiram publicamente um posicionamento favorável ao casamento gay.
Recentemente, dois funcionários do alto escalão da Google, Eric Schmidt e Vint Cerf – CEO e evangelista, respectivamente – declararam de forma pública o seu apoio ao candidato à presidência dos EUA Barack Obama.
O fato chama a atenção, empresas de tecnologias estão deixando de lado uma postura neutra para assumir posições públicas sobre diversos assuntos. Sinal de mudança dos tempos? Apenas marketing? Ou reflexo de seu público, geralmente mais jovem, escolarizado e crítico?
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Jakob Lodwick é um dos desenvolvedores cujo trabalho eu acompanho. Criador da plataforma de vídeos Vimeo, Lodwick tem o costume de desenvolver sites que são simples ao máximo, quase minimalistas.
No primeiro semestre, ele lançou o NowDothis, um site para fazer listas de tarefas. E recentemente, colocou no ar o Rososo, um dos leitores de feeds RSS mais simples que eu já vi.
Ao invés de uma interface que lembra um programa de email, como a maioria dos leitores online de RSS, o Rososo mostra somente os últimos feeds (sites) que foram atualizados mais recentemente. Somente isso, nada mais.
Segundo Lodwick, dessa forma, evita-se aquele “sentimento de culpa” de ver vários feeds “marcados como não lidos” e não ter tempo de ler nenhum.
Para utilizar o site nem é preciso fazer cadastro, é só entrar e indicar os seus sites favoritos. É necessário cadastrar senha e login somente se você quiser acessar a seu lista de feeds de outro computador.
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Depois do NYTimes, é a vez do espanhol ElPaís estrear o uso de vídeos em High Definition. Como manda o figurino, num primeiro momento, trailers de filmes e algumas reportagens são disponibilizados em alta definição.
Também nesta semana, a AOL anunciou que vai abandonar o seu sistema de publicação de vídeos. A exemplo de The Guardian, NYTimes e Wall Street Journal, vai utilizar a infra-estrutura de terceiros, a plataforma de vídeos BrightCove.
O sistema começará a ser utilizado no começo de 2009.
Dessa forma, o BrightCove vai se posicionando no mercado como uma espécie de “WordPress dos vídeos”. A exemplo do que fizeram com seus sistemas de blogs – hoje a maioria rodando em WordPress – empresas de comunicação seguem terceirizando suas plataformas de vídeos.
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Na segunda-feira, participei da transmissão interativa do Roda Viva. O economista Luiz Gonzaga Belluzzo foi o entrevistado e o assunto, a crise econômica.
No final de semana, acompanhei a POP!Tech e a crise entrou em pauta também, mas com um enfoque diferente do abordado no Roda Viva.
Ao acompanhar as apresentações deste ano da conferência, deu para perceber que existe uma visão positiva em relação à crise financeira pela qual o mundo está passando.
Para o biólogo e especialista em economia do conhecimento Juan Enriquez, é um momento de voltar à realidade e repensar o quanto estamos gastando mais do que podemos. Para Saul Griffith, criador do divertido Instructables e 1º palestrante, é hora de revermos o nosso estilo de vida e de consumo.
Na visão dos debatedores da Pop!Tech não seria apenas uma crise global bancária e financeira, mas também cultural. De uma cultura de consumir mais do que precisamos, de explorar o planeta mais do que ele pode nos servir, forçar os nossos corpos e mentes mais do que podem aguentar. De mais especular do que ser prático.

Seria como se o mundo tivesse sofrido um infarto. Sobrevivemos e estamos naquele momento de avaliarmos o que precisamos melhorar para buscar o equilíbrio, um estilo mais sustentável e saudável e evitar os abusos ou descuidos anteriores, um momento positivo de reflexão.
Entendo essa visão do pessoal da Pop!Tech, mas acredito que ainda não exista essa dimensão cultural e humana tão grande, muito além da marolinha, em relação à crise. Pelo menos, que seja perceptível.
[Ontem, na Futurecom, o presidente da Vivo disse que a crise pode ser um momento de ruptura com a sociedade industrial]
Em relação à crise e à POP!Tech, outras coisas ficam mais evidentes. Em tempos de escassez de recursos materiais e realocação de investimentos, existe uma demanda maior por projetos de tecnologia que tenham relevância social e humana e trabalhem com o lado prático da tecnologia.
Tecnologia que resolva problemas imediatos e seja prática para mim, para o meu vizinho, para a minha mãe, para o cara que trabalha ao meu lado e para os meus filhos.
Serviços apresentados durante a POP!Tech são bem emblemáticos neste sentido. Todos ligados à biologia e à medicina, áreas que, por sinal, estão anos à frente da comunicação em matéria de pesquisa científica, e em que empresas como IBM e Nokia estão ávidas por projetos.
Pode demorar um pouco, mas com o cenário atual, não me arrisco a dizer que o “próximo Google” vai sair de algum projeto/tese/pesquisa vinda dessas áreas. Os projetos citados na POP!Tech são:

1) O Hello Health, um programa de saúde em que você paga uma taxa mensal e tem direito a consultas 24horas/7dias via email, IM, webcam ou mensagens de texto pelo celular. Além disso, conta com prontuários online que podem ser acessados de qualquer lugar.
O Hello Health parte do pressuposto de que muitos tratamentos médicos não dão certo por causa da comunicação entre médico e paciente ser muito fria e esporádica.

2) O outro é o PharmaSecure, um site/programa baseado em dispositivos móveis que permitirá a médicos e pacientes verificarem a veracidade de um medicamento. A ONU estima que de 10 a 30% dos remédios vendidos no mercado são falsos – sabe aquela pílula contra gravidez feita de farinha?
É a típica tecnologia que será boa para ambos os lados. Resolverá o problema da indústria, que perde US$ 50 bi/ano com falsos medicamentos, e dos pacientes – uma das grandes causas de mortes ainda é o uso de falsos remédios.


3) E ainda a Needle-Free Vaccine, desenvolvida pela empresa Intercell. São vacinas sem seringas ou agulhas. É uma espécie de colante.
E a idéia, mais para frente, é que todo o seu histórico de vacinação fique arquivado na web e possa ser acessado de qualquer lugar a qualquer hora.
Efeito mais imediato e menos risco de infecção, custo menor de transporte das vacinas e menos possibilidade que o medicamento estrague.
Acredito que projetos como esses serão mais comuns. O mundo está precisando bem mais de projetos que realmente tenham relevância social e humana do que mais uma bugiganga para testar na web.
Em tempos de crise, busca-se o mais econômico, o mais prático. O que faça mais por menos e de forma mais eficiente. É também nessa época que começam a surgir as grandes inovações, as coisas mais simples passam a ter mais valor e o lado mais prático das tecnologias fica mais evidente.
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É relacionada à seção de resenhas de filmes do jornal. Há 84 anos, a publicação faz reviews de filmes.
Ou seja, a API dá acesso a bastante conteúdo – 22 mil resenhas – e com diversos parâmetros de busca – por filme, data de produção, diretor etc.
Diferente da 1ª que foi liberada, essa API promete ser interessante para terceiros, como serviços de aluguel de filmes – NetFlix, por exemplo – que poderão utilizar as resenhas do jornal.
Aqui, no Brasil, seria como se o NetMovies pudesse integrar automaticamente as resenhas de filmes feitas pela Folha e pelo Estadão.
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A Good Magazine lançou um projeto no Flickr no qual convida as pessoas a enviarem fotos do que comem no café-da-manhã.
Algumas fotos postadas no grupo do projeto no Flickr serão publicadas na próxima edição impressa da revista.
A idéia é fazer um apanhado de fotos do mundo inteiro e ter uma noção de como as pessoas estão se alimentando.
Estão faltando por lá o pingado e o pão na chapa brasileiros.
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O site/comunidade MPB.com, dedicado à Música Popular Brasileira, lançou uma seção chamada MPB HD. A cada semana será disponibilizado um videoclipe de um artista da gravadora Biscoito Fino.
Nesta semana, está disponível o clipe de “Partido Alto”, música interpretada por Maria Bethânia no DVD “Omara Portuondo e Maria Bethânia”.
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E ele não perde tempo, mostra os bastidores da mídia nas eleições.
Entrevistou uma repórter da CNN e um da Fox News.
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