O problema do judiciário brasileiro é o mesmo de algumas empresas

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Foram dois lances em menos de uma semana. Primeiro, proibição da venda do jogo Bully e, depois, por causa de um blog, o acesso a todos os blogs hospedados no WordPress.com poderá ser bloqueado. Lembra o imbróglio Cicarelli-Youtube.

Devido a um vídeo, o site inteiro foi abaixo. Na época, o juiz responsável pela sentença mandou “bloquear o sinal do YouTube“, como se o site de vídeos fosse um canal de TV. O caso evidencia, mais uma vez, a falta de tato do judiciário para lidar com a web.

A meu ver, o problema não é a falta de leis para a internet. Elas já existem. Não é necessário uma legislação específica para a internet. Já temos jurisprudência e artigos que contemplam crimes cometidos nela – pedofilia, falsa identidade, calúnia, difamação etc.

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O que deve existir é uma “cultura de internet” no Poder Judiciário. Pelo que tenho visto, muitos juízes não têm noção do que estão julgando quando o assunto envolve sites e rede sociais. Ou seja, a falha é que quem bate o martelo mal é usuário de internet.

O mesmo problema de algumas empresas. O “pessoal operacional” até está por dentro das últimas tendências na rede, mas a pessoa que bate o martelo, decide uma parceria ou uma contratação tem pouca vivência prática com a rede.

Enfim, a falha é que faltam usuários de internet em alguns centros de decisão. Não é apenas uma questão simplória de ausência de leis [judiciário] ou de orçamento [empresas].

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Por isso, que, sem querer ser pessimista, acredito que esse cenário somente vai mudar na hora em que essa geração que está crescendo junto com a web e que tem um conhecimento mais prático da rede chegar aos centros de decisão – tornarem-se juízes, diretores de empresas etc.

A foto é de MikeGoldberg e obrigado a todos que enviaram links sobre o caso do possível bloqueio do WordPress

Publicado por Tiago Dória, em 10 de abril de 2008 (Quinta-feira).
Categoria: blogging, wordpress, youtube. Tags: , , , , , , , , , , , ,

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