Segunda-feira, 24 março, 2008

Ser bem visto pelo Google não é tão fácil

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Ter um sitemap organizado é essencial, segundo diretor do Google News

O bloqueio do Google News na China demostra um pouco a importância que o serviço de busca de notícias, criado pelo cientista Krishna Bharat, vem adquirindo.

Na sexta-feira, o Beet.tv publicou uma entrevista com Josh Cohen, gerente de produtos do Google News, que falou sobre uma das últimas do serviço. Indexar o conteúdo que, desde o ano passado, vem sendo liberado por vários jornais que estão derrubando seus “paredões de conteúdo pago“.

Durante a conferência The Search Engine Strategies, Gordon McLeod, diretor da área digital do Wall Street Journal, disse que uma das maiores discussões internas nos jornais é até onde o Google News deve chegar no conteúdo do jornal.

Ou seja, até quanto e quando abrir o conteúdo. Uma estratégia cada vez mais certa para a maioria dos jornais. Mas, até pouco tempo atrás, não a mais correta para o The Wall Street Journal, que possui um público acostumado a pagar por conteúdo.

No entanto, com o desejo declarado de Rupert Murdoch, o mais novo dono do WSJ, de transformar o Journal em uma publicação cada vez mais generalista para bater de frente com o NYT [a competição do WSJ não é com o Financial Times], a estratégia de abrir o conteúdo mostra ser a mais correta.

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Arquivo do arquivo: Google News permite criar uma timeline de um assunto

Talvez seja por isso que o primeiro conteúdo a ter acesso liberado pelo WSJ foi o mais generalista - esportes, política e estilo de vida. O resto, em sua maioria, continua fechado.

Mas voltando ao McLeod, o que achei interessante em sua fala foi o seguinte. Hoje o grande desafio não é ficar no dilema de liberar ou não o conteúdo, mas como torná-lo mais fácil de ser indexado pelos mecanismos de buscas.

Segundo ele, muito do material produzido pelos jornais foi feito antes da “era Google” e não é nem um pouco atraente para os mecanismos de buscas - textos sem tags, links e com títulos fracos para os “googles da vida”. Marcar presença nos mecanismos de busca ainda não está sendo fácil para os jornais.

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