Comentários para quem precisa de comentários

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“Você tem que fazer os editores pensarem sobre por que eles estão abrindo espaço para comentários. Se a resposta é ‘para ter um monte de comentários’, então é melhor nem fazer isso.

Se a resposta é – porque você acha que as pessoas têm muito a acrescentar e você quer um entrosamento com elas, então abra espaço para comentários.”

A frase acima é de Emily Bell, editora-chefe do The Guardian, sobre o novo posicionamento do jornal, que contará com comentários em todas as matérias.

É o que eu falo. Em um site de notícias, abrir espaço para comentários apenas para ter comentários e, pior ainda, sem gerenciar a discussão não adianta nada. É apenas um adereço no rodapé da matéria. Um pouco até de demagogia. “Olha, você pode participar, mas ninguém lê ou se pauta por seus comentários aqui na redação”.

É meio óbvio falar isso. Mas comentários devem ser um termômetro – servir para pautar futuros assuntos e abordagens, e, quando necessário, corrigir e acrescentar informações em uma matéria. Do contrário, é melhor nem colocar esse recurso.

Em resumo. Hoje a questão não é mais disponibilizar ou não comentários. Mas o que de efetivo fazer com eles.

A foto do Flickr de Tom

Publicado por Tiago Dória, em 14 de março de 2008 (sexta-feira).
Categoria: guardian, midia. Tags: , , , ,

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