Memory sticks para combater a censura na internet
Atualização - O governo cubano anunciou que liberou a venda de computadores, microondas e outros aparelhos eletrônicos na ilha.

Em países onde a internet é censurada, já li sobre várias formas utilizadas pelas pessoas para acessar as informações que estão na internet – desde atualizar o blog por email até usar o SMS como uma espécie de chat.
Em Cuba, onde, para a maioria da população, o acesso à internet é escasso e controlado, é interessante notar o que as pessoas estão fazendo para deixar a informação circular. Usar chaveiros USB e memory sticks, desses de celular e câmera digital, para trocar informações.
Segundo matéria do New York Times, diversas informações sobre prisões de dissidentes e abuso de autoridades, além de simples dados sobre sites, blogs, músicas e filmes bloqueados na rede, circulam de mão em mão, digo, de memory stick em memory stick.
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Postado em Quinta-feira, 13 março, 2008 por Tiago Doria
Arquivado em: ciberativismo, midia
Uma vez eu li (não lembro) que há cubanos que escrevem off-line (word), depois acessam os poucos cybers e publicam os posts.
Existe um de Yoani Sánchez, o Geração Y:
http://www.desdecuba.com/generaciony/
@Nadja
Sim, isso acontece também em regiões mais pobres no Brasil.
Como para algumas pessoas a única forma de acesso à internet é por meio de um cybercafe, que muitas vezes é caro, as pessoas já trazem de casa o material que vai ser publicado.
Valeu pela dica do blog cubano
Abs
Estive lá em janeiro e vi o fato bem na minha frente: enquanto eu esperava para usar o computador no hotel, cinco cubanos utilizavam uma máquina ao mesmo tempo, meio atrapalhados com o que acontecia. Um deles parecia olhar o tempo todo para a porta do hotel, como que tentando evitar alguma ação suspeita. Um outro deles pediu minha ajuda, pois não estava conseguindo subir uma foto na internet. Pediu minha ajuda e, quando cheguei perto, entendi: ele estava criando um perfil em uma rede social de relacionamentos amorosos.
Triste ver esse desespero, tanto em relação ao acesso como em relação à tentativa desesperada de conhecer um gringo e sair de lá.
Bacana o seu comentário, MaWá.
Acompanhei sua viagem à Cuba pelas fotos no Flickr
Bjs
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