
Com esse papo de que vai abrir ou não uma AppleStore no Brasil, o negócio é você se antecipar, juntar uns amigos e montar a sua própria loja da Apple.
O site OObject mostra como se faz uma. Dá até links para os sites onde os móveis são vendidos. Confira aqui :-)
Foto de LarimdaMe
Mal começou o ano e acho que vou ser obrigado a dar o prêmio de “vaporware de 2008″ para o Qtrax, aquele site que tinha o lançamento anunciado para hoje e prometia downloads de mais de 25 milhões de músicas. Tudo de graça e licenciado.
O negócio é que nenhuma das 4 maiores gravadoras do mundo fechou algum tipo de acordo com o Qtrax. Esses acordos existiram, mas venceram, segundo a Wired.
Alan Klepfisz, executivo do serviço de música, disse ao Times, de Londres, que eles não são idiotas e não fariam um anúncio desse tipo [mentiroso] perante a indústria musical e a imprensa. Os acordos foram feitos, segundo ele, apesar das gravadoras negarem.
Com ou sem acordo, a verdade é que o serviço já era para estar no ar. Foi anunciado um lançamento que não existiu. Característica típica de um vaporware. Não é a primeira que vez que o lançamento é adiado. O Qtrax era para estar no ar desde outubro do ano passado.
Um belo exemplo de “como não lançar um site”.
Atualização - O Qtrax está disponível para download. Alguém arrisca?
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E o prêmio de vaporware do ano vai para… Powerset!

A empresa dinarmaquesa surgiu em 1934, mas o brinquedo foi registrado somente em 28 de janeiro de 1958. Nestes 50 anos, coleciona números que merecem destaque
São produzidas 2 milhões de peças por dia, o que garante 64 peças para cada habitante na Terra. E a Lego é a maior produtora de rodas do mundo, mesmo que de brinquedo. São 306 milhões por ano.
Essa animação mostra como as peças de Lego são feitas. O LEGO Digital Designer permite que você tenha o brinquedo no computador. E aqui você vai encontrar as coisas mais inusitadas feitas com as peças de montar.
Atualização – o Gizmodo fez uma linha do tempo da história do Lego.
Atualização 2 – Quase me esqueci. Existem ainda os filmes e os videoclips feitos com Lego.
Atualização 3 - Nos comentários, o Paulo Maia mandou a dica do LUG – Lego User Group. Os caras têm até um vídeo comemorativo sobre os 50 anos. Download aqui ou, se quiser, assista abaixo.
Foto do Superlocal

O Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, abraçou o uso das mídias sociais de tal forma nesta ano que servirá de referência para outros eventos, inclusive aqui, no Brasil.
Primeiro, foi a lista de entrada que mudou. Blogueiros, conhecidos e de primeira linha, tiveram trânsito livre nos bastidores e trouxeram muitas informações.
Teve desde o Robert Scoble, que acabou fazendo entrevistas exclusivas com CEO’S e presidentes de bancos, até Jeff Jarvis, do Buzz Machine, que aproveitou para flagrar David Gergen, ex-conselheiro da Casa Branca, dançando na festa da Google, que aconteceu paralela ao Fórum.

Antes fechados, almoços e jantares puderam ser filmados
Depois, foi montada uma sala onde os participantes do Fórum Econômico eram convidados a responder a “Questão de Davos”. As respostas estão aqui, no YouTube, e abertas a comentários de qualquer pessoa.
E tem mais – foi criado o Davos Conversation, que agregou todas as informações que estavam sendo produzidas sobre o evento em ambientes colaborativos, como blogs, Flickr, YouTube, Second Life e Twitter.
Aliás, vocês já perceberam que, na cobertura desses eventos, um novíssimo serviço sempre acaba se destacando. Em 2006, foi o YouTube. Depois o Twitter. Desta vez, apareceu o Qik, um site que permite fazer streaming de vídeo direto do celular. Sem muita complicação, você pode transmitir ao vivo um evento usando o telefone móvel.

Em sua cobertura, Scoble foi quem mais usou o streaming pelo celular
Com essas modificações, que já vinham desde a edição do ano passado, de certa forma, o Fórum de Davos ficou menos sisudo e distante, se abriu para as mídias sociais e ficou mais interessante acompanhar a cobertura. Serve de exemplo para outras conferências, sejam pequenas ou grandes, sobre economia, internet ou qualquer outro assunto.

Bastidores: Michael Arrington, do Techcrunch, puxando um ronco em Davos
Os mais relevantes eventos caminham para serem aqueles capazes de proporcionar o melhor ambiente para networking. Talvez seja por causa disso que a Barcamp, que se foca muito mais na troca de experiências do que em agendas e grandes nomes, seja um modelo de conferência que começa a fazer tanto sucesso aqui e lá fora.
Neste ano, o Fórum de Davos provou estar sendo influenciado por esse conceito. E mostrou que toda essa formatação de evento já é um caminho sem volta.

O destaque é o gráfico que mostra artistas e álbuns similares aos que você digitou
Para quem usa o YouTube como um player de música, o MusicMesh pode ser um site que vale a pena colocar nos favoritos. Na verdade, é um mashup [união do conteúdo de dois ou mais sites].
É só digitar o nome de um álbum ou músico que ele pesquisa por todos os clipes relacionados que estão no YouTube.
Falando de mashups, a IBM promete lançar neste ano uma aplicação que permitirá fazer mashups de forma simples. Voltada para quem não sabe nada de códigos ou API’s. Algo que promete ser mais fácil de usar do que o Yahoo! Pipes e o Popfly, da Microsoft, que, cá entre nós, são bem complicados para quem é leigo.

Acho que será a Amazon que vai colocar os pregos no caixão do DRM. A loja anunciou neste domingo o lançamento internacional da Amazon MP3. Serão mais de 3,3 milhões de músicas, de 270 mil artistas disponíveis, ainda neste ano, para venda online e sem DRM.
Essa decisão será ótima para quem curte música e gosta de fazer “downloads legais”. E, por incrível que pareça, um benefício para a própria indústria musical que não ficará tão dependente da Apple e o seu iTunes, que vende músicas online.

E tem mais. Foi anunciado o lançamento, nesta segunda feira, do Qtrax, um serviço p2p, parecido com o Kazaa e que oferece o download gratuito de mais de 25 milhões de músicas. Semelhante à Trama e ao novo blog do fundador do Engadget, o serviço é sustentado por publicidade.
Mas segundo o blog Mashable, nem “tudo são flores”, você será obrigado a usar o player do Qtrax para ouvir as músicas baixadas. Humm… Sem muita chance de sucesso. A notícia sobre a internacionalização da Amazon MP3 merece mais confetes.

“Este tipo de contribuição é ainda mais poderosa do que dar dinheiro ou oferecer tempo livre para que os empregados façam trabalho voluntário. É um uso com foco naquilo que sua companhia faz de melhor”
Durante o Fórum de Davos, Bill Gates comenta que as multinacionais deveriam empregar seus melhores profissionais, na dedicação de parte de seu tempo e conhecimento, para o desenvolvimento de soluções que resolvam os problemas das pessoas mais pobres do mundo.

Michael Eisner, ex-CEO da Disney, prepara o lançamento de um projeto que promete dar um gás, ou, pelo menos, apontar caminhos interessantes para a indústria de livros.
Lançará em maio uma série feita exclusivamente para web, baseada no livro “Foreign Body,” de Robin Cook, autor consagrado de obras que já viraram filmes ou seriados – Coma e Terminal.
A websérie será um prelúdio à história do livro, que é de suspense, sobre mortes inexplicadas que acontecem em um hospital. Serão produzidos 50 episódios de 2 minutos cada, que irão ao ar [na web] de segunda a sexta durante 10 semanas.
No dia seguinte ao último episódio, o livro começará a ser vendido nas livrarias. A intenção é atrair o interesse de leitores mais jovens para o livro.
É esperar para ver no que vai dar esse experimento de Eisner. Sua empresa, a Vuguru Studios, especializada em vídeos online, já produziu projetos de sucesso como a Prom Queen, uma série feita exclusivamente para a MySpace.
A foto é do Djking

Como um banho de água fria em quem defende o conteúdo gratuito na rede, Rupert Murdoch disse ontem, em uma mesa-redonda no Fórum de Davos, que o conteúdo do The Wall Street Journal, um dos últimos ícones do conteúdo pago na rede, não será totalmente gratuito. Mas conforme revela Rex Hammonck, a frase de Murdoch foi mal interpretada.
O conteúdo do site do jornal será aberto, mas somente alguns relatórios “business-to-business” de tendências, que são utilizados para tomadas de decisões, terão acesso restrito. Ainda não está claro, mas é certeza que dados da Dow wire e da Factiva, por exemplo, vão continuar protegidos pelo paredão de conteúdo pago. É algo que comentei em entrevista ao BlogueIsso!.
Existe um tipo de informação que por muito tempo será paga e restrita – newsletters, relatórios de tendências e de datamining para investidores e executivos. É o tipo de informação que existe apenas porque é restrita. Enquanto existir mercado de ações e competitividade entre empresas, esse tipo de conteúdo exclusivo e muito bem pago sempre vai existir.
Obrigado pelo link, Helcio!