Daniel Burka, designer do Pownce


Daniel Burka [de óculos] e Kevin Rose, do Digg e Pownce

“Enquanto nós crescemos e mais ‘não-aficionados’ por tecnologia vêm, há definitivamente uma dicotomia entre o usuário mais experiente que entende o complexo sistema versus o que raramente já usou um simples sistema de comentários de blogs”

Entrevista com Daniel Burka, designer do Digg e do Pownce. Ele explica os desafios pelo qual o Digg vem passando ao tentar alcançar uma audiência não somente de geeks. Pela conversa, percebe-se que o Pownce é um projeto bem livre, com bastante liberdade para dos desenvolvedores.

A entrevista saiu em agosto, mas acho que muita gente ainda não leu.
Confira aqui [em inglês].

Foto do Flickr do ThomasHawk

Publicado por Tiago Dória, em 26 de setembro de 2007 (Quarta-feira).
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Canibais da tecnologia


iPhone dissecado

Do ótimo blog do The abaporu project [sobre apropriação de tecnologias]

“Canibais da tecnologia intencionalmente confrontam fabricantes ao transformar a tecnologia em algo que vai contra o interesse desses fabricantes. Como na antropofagia, criação que emerge da destruição – literal ou simbólica”.

Dois exemplos são citados – o “hackeamento” de celulares para serem utilizados como detonadores de bombas. E o melhor e mais recente exemplo – a dissecação, que resulta em destruição, de iPhones.

Hackers compram o telefone da Apple apenas para abri-lo e descobrir como o gadget funciona e encontrar formas de desbloqueá-lo e rodar programas que o sistema da Apple não permite.

Publicado por Tiago Dória, em 25 de setembro de 2007 (Terça-feira).
Categoria: geek

Tim Berners-Lee contra o machismo da cultura geek


Em junho, mais de 48% dos usuários ativos de internet no Brasil eram mulheres

Repercute na rede as declarações feitas por Tim Berners-Lee sobre a chamada “cultura geek“. Tudo o que Lee fala o pessoal presta atenção – ele foi o inventor da web.

Segundo Berners-Lee, uma cultura que marginalizasse menos as mulheres conseguiria atrair mais mulheres que entendam de linguagens programação, o que conduziria a uma maior harmonia na produção de sistemas.

E ainda – existe uma cultura [geek] em que as mulheres podem ser expulsas de sua carreira profissional em tecnologia por meio do comportamento estúpido de alguns geeks e pela reação de outras mulheres.

Tim Berners-Lee reclama [mais desabafa] do preconceito contra as mulheres no meio acadêmico e na área de desenvolvimento de softwares. Ele não cita a internet. Mas diversos artigos lembram o quanto o conteúdo da web ainda é mais voltado para homens.

O caso ganha mais contornos quando pesquisas recentes, no Brasil, mostram que o grande diferencial no mercado de internet não é aumento do número de usuários no País, mas o crescimento da porcentagem de mulheres que acessam a rede.

Foto do Flickr de SeraphimC

Publicado por Tiago Dória, em 24 de setembro de 2007 (Segunda-feira).
Categoria: Uncategorized

Efeitos colaterais de um jornal cair na rede

Já começam a surgir os efeitos mais imediatos do The New York Times ter aberto o acesso gratuito ao seu banco de dados. Primeiro, a indexação do jornal vem mudando. O conteúdo do arquivo de mais 100 anos de jornal foi parar no Google.

O que fez render diversos posts de blogueiros, como o Jason Kottke, que achou no banco de dados a primeira citação à internet feita pelo NYT. E ainda, na parte do site, o jornal abriu vagas para diversas áreas, inclusive uma para “gerente de buscas”.

Post relacionado:
Temporada de conteúdo gratuito na web

Publicado por Tiago Dória, em .
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geeks na TV

Tô falando. Nunca ser geek esteve tão na moda. Até aquele cara que enchia o seu saco no recreio e na sala de aula deve, hoje em dia, falar bem de computadores e ficar babando pelo lançamento de novos gadgets. Nesta segunda-feira, duas das maiores redes de TV dos EUA estréiam seriados com a temática geek.

Um é o Chuck, da NBC. Do mesmo criado de The OC, conta a história de um hacker, que é contratado pelo governo. Mistura comédia com suspense.

Outro é o The Big Bang Theory, da CBS, sobre o dia-a-dia de dois geeks que moram ao lado de uma vizinha sexy. Comédia, claro.

E, o mais conhecido, é o IT Crowd, do Channel 4, que, em agosto, ganhou uma nova temporada. Registra o cotidiano do departamento de TI de uma empresa.

Publicado por Tiago Dória, em 23 de setembro de 2007 (domingo).
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Quer fotos espontâneas? Contrate um paparazzo


Opa! Flagra!

Via Jezebel, li na coluna Style, do The New York Times, sobre uma nova tendência – namorados que contratam paparazzi para tirarem fotos deles com as namoradas, mais precisamente no momento em que ele a pede em casamento.

Alguns fotógrafos chegam a cobrar US$ 500 pelo serviço. A idéia é captar momentos do casal de forma espontânea – pelo menos, um dos dois não vai saber que está sendo fotografado – e depois enviar as imagens aos amigos.

Com a digitalização, a quantidade de pessoas que estão documentando momentos de sua vida em fotos aumentou bastante a olhos vistos – vide Flickr e Fotolog. Mas daí a contratar um paparazzo é um caminho bem diferente. No entanto, interessante na busca por espontaneidade com um gostinho de querer ser celebridade.

Foto do Flickr de Yannig Van de Wouwer

Publicado por Tiago Dória, em 22 de setembro de 2007 (sábado).
Categoria: midia

A grande mídia não é bicho-papão


Congdon e Stelter – caminho das mídias híbridas

Brian Stelter fez algo muito ruim para os blogueiros mais puritanos. Largou o seu blog TV Newser para aceitar o convite de trabalhar como repórter de TV do The New York Times.

O que acontece 3 meses depois? O NYT resolve aumentar o seu portfólio de blogs, e adivinha quem ganha um blog apenas sobre TV? Brian Stelter! Um exemplo de profissional das novas mídias absorvido pelas tradicionais.

Por ironia, Stelter foi um dos primeiros a dar a notícia de que a Amanda Congdon saiu da ABCNews. Congdon seguiu o mesmo caminho de Stelter em um passado recente – saiu do videocast Rocketboom para apresentar um programa na ABC.

Publicado por Tiago Dória, em .
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iG promove encontro de blogueiros

Estive presente nesta manhã em um encontro de blogueiros promovido pelo iG e a Revista Bites. Foi o tipo de evento que ajuda a quebrar o gelo entre ambas as partes. Primeiro, para os blogueiros saberem que um portal não é nenhum bicho-papão.

E, por outro lado, para o iG conhecer melhor uma parte da blogosfera e saber que existem pessoas competentes por trás de blogs conhecidos.

Acredito que 3 pontos importantes e bem auto-críticos foram levantados:

1) A noção de que os blogs sofrem do mesmo problema de sites e portais na parte de publicidade. Diferente da TV, na internet ainda não existe uma métrica única. Cada um usa uma – page views, tempo do usuário no site, visitantes únicos, conforme lembrou Caio Túlio Costa, CEO do iG, presente na reunião.

Os blogs, aqui, no Brasil, estão inseridos neste mesmo problema. Technorati e Pagerank já se mostram como meios robóticos e ineficientes para medir a revelância ou popularidade de um blog – até por que a maioria das ferramentas nacionais de publicação de blogs têm problema de indexação nestes sistemas.

É importante justamente ter esse noção para mudar e apresentar métricas mais eficientes para os anunciantes. Uma observação interessante foi feita pela Bruna Calheiros, do Sedentário e Hiperativo. Anunciar em blogs é igual a diferença da publicidade em TV paga vs TV aberta – você paga menos, atinge um público menor, no entanto mais focado.

2) Existe a necessidade dos blogs – pelos menos, os que querem trabalhar com anunciantes – saber apresentar melhor o seu produto. O anunciante fica receoso de anunciar em um blog, pois não sabe a sua linha editorial ou quem está por trás do blog. Um Estadão, uma Folha, um Globo, você sabe a linha editorial e a forma como tratam o conteúdo. Em alguns blog, não.

Além da falta de MídiaKit, acredito que isso acontece no Brasil por que os blogs ainda estão formando uma identidade. Diferente de lá fora, onde existem blogs que você vai ler sabendo de antemão a sua linha [esse é mais anti-Microsoft, esse outro crítico da Web 2.0]. Ou seja, eles já têm um identidade, como uma Folha, Estadão etc.

Acredito que essa questão da identidade será criada com o tempo [alguns blogs no Brasil já têm]. E esses blogs com identidade serão mais atraentes para os anunciantes, pois seguem uma linha, ou seja, são menos inconstantes.

3 ) Ainda existe em parte da blogosfera um preconceito em relação à conteúdo e blogs “miguxos”. O que acho uma visão errada. Não existe conteúdo bom ou melhor que o outro. O que existe é o conteúdo certo para o público certo. Algo básico em comunicação. A Marimoon está aí para comprovar isso.

Acredito que o mais importante desses encontros é blogueiros e empresas saírem com a visão de não existe uma forma única de usar a ferramenta blog. A graça dos blogs é justamente essa – ser uma ferramenta aberta a qualquer um e que todos estão aprendendo a usá-la – empresas, anunciantes e blogueiros.

Caminhos vão sendo apontados nestes tipos de encontro quebra-gelo.

Entre os blogueiros convidados, estiveram presentes – Manoel Netto, Lucia Freitas, Lu Monte, Edney Souza, Patrícia Albuquerque, Bruna Calheiros e Gabriel Tonobohn.

Publicado por Tiago Dória, em 21 de setembro de 2007 (sexta-feira).
Categoria: Uncategorized

Geeks com o pé no mundo

Depois de ler o Gizmodo, tive certeza de que ser geek está na moda mesmo. Computadores, blogs, camisetas com estampas engraçadas, óculos com aro preto, jogar vídeo-game; agora tudo isso é maneiro e bacana.

O fetiche é tanto que David Pogue, colunista de tecnologia do NYT, e Steve Wozniak, co-fundador da Apple, entre outros, foram convidados a estrelar um documentário – o Geeks on Board. Com laptops e iPods na mochila, o vídeo retrata uma viagem de cruzeiro dos dois pelos Ilhas Bahamas e Virgens. Somente isso :-)

Publicado por Tiago Dória, em 20 de setembro de 2007 (Quinta-feira).
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