
Sem fazer muito alarde, o site soft-pornô Suicide Girls virou revista – a Papercuts.
Enquanto isso, aquele papo da MySpace lançar uma revista virou vaporware.
O Bruno Romani enviou nos comentários a informação de que a NBC não autorizou ontem o uso na internet de imagens do debate dos candidatos democratas à presidência nos EUA. Motivo de revolta nos blogs de mídia, claro.
Por outro lado, está quase tudo pronto para o 1º debate presidencial transmitido exclusivamente na internet. O evento está sendo capitaneado pelo superblog The Huffington Post, junto com a Yahoo!, que vai cuidar da parte interativa, e a revista Slate. Os usuários poderão fazer perguntas ao vivo por meio do envio de texto e de vídeo. E o mais interessante – os candidatos não ficarão no mesmo estúdio. Será usado um modelo de videoconferência. Só achei o tempo longo – 90 minutos de debate.
Segundo Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post, um debate presidencial seria o próximo passo mais natural, após os candidatos começarem a usar a internet como plataforma de divulgação. As datas do debate ainda não foi marcada.
A 2ª palestra sobre Second Life, ontem, na Gafanhoto, teve um perfil de público diferente da 1º – mais empresários e o pessoal de agências de publicidade. A Roberta Alvarenga falou da parte mais prática e mostrou alguns cases. Algumas anotações minhas.
* A interface do Second Life era para ser originalmente para um jogo online de
tiro, no estilo Doom. Reaproveitaram o código, o que é normal. E criaram a comunidade. Isso explica, em parte, a confusão que o pessoal faz. O Second Life tem interface de jogo, mas não é um.
* Este link reúne todas as estatísticas atualizadas e oficiais do Second Life, em planilha. Mas a Roberta fez um alerta. A métrica usada pela Linden, que administra do Second Life, ainda é falha. Existe uma diferença entre avatar e usuário. Muitos pessoas se registram como homem e brasileiro, por exemplo. E pegam um avatar de uma mulher no Japão, por exemplo. E a contagem não leva isso em conta.
* Os brasileiros estão em 7º lugar em usuários ativos [4,37%]. E apenas 3% de todos usuários movimentam dinheiro lá dentro.
* Um dica da Roberta – procure no YouTube por Second Life Tutoriais e você encontrará diversos tutoriais de como usar o mundo virtual. E ainda o Wiki, que reúne vários scripts.
* Acredito que um dos melhores usos do Second Life é o educacional. Você pode dar palestras – o Second Life aceita streaming – e assim quebrar diferenças geográficas que atrapalham a participação de algumas pessoas nestes eventos. A Gafannhoto, por exemplo, começará a realizar cursos e palestras dentro do Second Life.
* O modelo de economia do Second Life se apóia, por enquanto, no modelo de código fechado. E na venda de terrenos dentro do mundo virtual, justamente os objetos, por assim dizer, que não podem ser criados pelos usuários.
* Deu para saber que ninguém sabe ainda muito o certo o que fazer com o Second Life ou por que quer entrar lá. Parece que estamos no começo da internet outra vez. E já tem gente chamando isso de Web3.0, 4.5, 5.0… de novo, essa história, não! ;-)
novidades no blog

… vêm as homenagens na web.
* O HeavenGraphics criou vários selos para serem colocados em blogs em memória às vítimas.
* Semelhante a campanha I am thinking of you, criada após a passagem do furacão Katrina, o usuário Matt, no Flickr, inciou uma outra dedicada à tragédia de Virgínia Tech.

Conheci o premiado blog coletivo Global Voices Online no começou de 2005. Confesso a vocês que, logo de cara, chamou a minha atenção.
O GVO é o que chamam de “bridge blog“, um site que faz a ponte entre pessoas de culturas diferentes. Ele registra e traduz para outras línguas as discussões mais significativas que estão acontecendo em diversas blogosferas do mundo. [o debate no Brasil sobre 10 anos dos blogs ficou em destaque]. É uma troca constante de informações e opiniões que você não vê na chamada “grande mídia”.
Para que vocês conheçam melhor o projeto, conversei com o brasileiro José Murilo Junior, do Ecologia Digital, e editor de língua portuguesa do GVO. No final, o bate-papo também foi sobre “jornalismo-cidadão” e o fim do DRM.
1) Quando e por que surgiu o Global Voices Online?
O Global Voices Online surgiu do improvável encontro entre Ethan Zuckerman, um über-geek missionário (fundador do Geekcorps), e Rebecca Mackinnon, uma jovem mas experiente jornalista originária dos quadros da ‘big’ mídia tradicional — ex-chefe dos escritórios da CNN na China e no Japão, com vasta experiência na cobertura das Coréias, Paquistão e Filipinas.
O local onde ocorreu este encontro é também significativo: o ‘Berkman Center for Internet and Society‘, de Harvard, berço de outros projetos importantes para a rede como o Creative Commons, OpenNetInitiative, Stopbadware, entre outros.
A convergência destas duas perspectivas — tecnologia voltada para aplicações sociais aliada a uma clara percepção dos limites colocados pelo modelo de cobertura da mídia tradicional, especialmente nas funções desenvolvidas pelos correspondentes internacionais — formatou o que veio a ser a missão original do GVO:
‘… busca realizar uma curadoria, amplificando e agregando a conversação global online, com ênfase em países e comunidades não atendidos pela mídia tradicional (ou seja, excluindo os EUA e Europa Ocidental).
Afirmamos o compromisso de desenvolver ferramentas, instituições e articulações que assegurem que todas as vozes globais possam ser ouvidas’.
O encontro de fato ocorreu em dezembro de 2004 durante uma conferência reunindo blogueiros de variadas procedências no ‘Berkman Center’, e desde então o GVO vem funcionando como um projeto de mídia sem fins lucrativos ‘incubado’ pela universidade de Harvard.
Hoje, a comunidade de editores e autores GVO está em pleno processo de realização de sua autonomia institucional, em vias de se estabelecer como uma organização global sem fins lucrativos com sede em Amsterdam, Holanda. O manifesto do Global Voices em português pode ser acessado aqui.

Rebecca, Ethan e José Murilo em Delhi, Índia, no último encontro internacional do GVO
2) Vocês trabalham com um grupo de editores em vários países. Você é o editor no Brasil. Como vocês se organizam na produção dos posts? Você é pautado?
Minha atribuição no GVO é editor de lingua portuguesa — não existem editores por país. Quanto ao funcionamento geral do GVO, considero que o trabalho de retaguarda é a chave do sucesso do projeto.
O intercâmbio constante entre editores e autores, através de listas (globais e regionais), wikis, blog coletivo interno e irc, proporciona uma sintonia virtual surpreendente em se tratando de pessoas com origens tão absolutamente diversas.
Neste ambiente basicamente composto por blogueiros, os editores (regionais e linguísticos) organizam a colaboração dos autores com base nas manifestações das respectivas blogosferas. Portanto, em última instância quem pauta o GVO são os blogs locais, cabendo aos GVOers coletar, contextualizar, e traduzir.
Circunstâncias especiais podem originar pautas inter-regionais: neste momento, por exemplo, está sendo montada uma resenha sobre a reação global dos blogs ao código de conduta para blogueiros do Tim O’Reilly, e aí todos colaboram.

“uso do inglês ainda é determinante na multiplicação de ativismos na rede”
3) Você foi convidado a participar do Global Voices Online? Outros blogueiros podem participar do projeto? Quais são os critérios?
Fui convidado a participar em virtude de um comentário que fiz no blog do Lessig — simples assim. Ou seja, o GVO é formado por blogueiros que estão sempre a procura de novos colegas antenados e motivados, e que enxerguem no projeto uma oportunidade para alargar seus horizontes.
Neste caso, estou falando não só da oportunidade de relacionamento com culturas e contextos ultra-diversificados, mas também da experiência na formação e gerenciamento de uma efetiva comunidade online de âmbito global.
Um critério fundamental é que os interessados tenham fluência de escrita em duas línguas — uma delas o inglês. De minha parte, como editor de língua portuguesa, estou em busca de colaboradores que possam traduzir para o inglês, reportagens com a cobertura dos temas abordados nas blogosferas dos países lusófonos.
Uma boa oportunidade para os blogueiros de língua portuguesa interessados em iniciar sua colaboração com o Global Voices está no recente lançamento do Projeto GVO-Lingua, que traduz para o português (e outros idiomas ) reportagens de outras blogosferas postadas no site GVO em inglês.
A proposta é bem original e tem gerado uma dinâmica inovadora — nesta mesma onda algumas coberturas da blogosfera brazuca foram traduzidas para o chinês (!).
Para quem quer começar, é bem mais fácil traduzir do inglês para o português, não é? Espero que possamos encontrar interessados entre os leitores de seu blog, e aqui deixo o contato (portuguese at globalvoicesonline.org).

Diversas culturas sempre estão em destaque no GVO
4) Percebo uma preocupação do Global Voices Online em mostrar ações de movimentos sociais e outros grupos que, normalmente, estão à margem da cobertura da grande mídia.
Você acredita que uma das funções ou características dos blogs é fazer um contraponto à grande mídia, ou blogs, ao escolherem novos nichos e enfoques a um assunto, acabam por si só fazendo esse contraponto naturalmente?
Em minha opinião a principal característica do fenômeno blog é proporcionar visibilidade à manifestação individual, pessoal, desprovida das camadas institucionais que permeiam, direcionam e formatam (aprisionam? capturam?) a cobertura da grande mídia.
Portanto considero a especificidade da manifestação dos blogs decorrência natural de um conceito que incorpora de forma radical os princípios da read/write web, no âmbito de um processo de descentralização e desintermediação que a rede irá gradativamente operar em todos os setores.
Já estamos vendo o desenrolar do processo nos segmentos da música e da mídia, e este ano parece que o audiovisual é a bola da vez.
Sendo formada por blogueiros internacionais em conversa constante, a comunidade GVO me parece bem posicionada para perceber, captar e amplificar estes elementos transformadores que podem ser observados de forma sistemática nas diversas blogosferas, e que dificilmente seriam reportados pelos veículos da mídia tradicional.
Neste sentido, no atual momento da história, os blogs são um contraponto à mídia tradicional. Mas acredito que esta revolução está apenas começando…

Xô, Sarney!
5) E quais são os movimentos sociais mundiais e minorias que, em sua opinião, sabem melhor usar a internet como ferramenta de organização e de divulgação das suas ações?
Não querendo puxar a brasa para a nossa sardinha, mas já fazendo isso, declaro: são os blogueiros em geral. Entretanto, devo ressaltar que o uso do inglês ainda é determinante na multiplicação e qualificação do alcance de campanhas e ativismos na rede.
Como ilustração, nas últimas eleições aqui no Brasil tivemos o caso da censura da campanha do Senador José Sarney ao blog da Alcinéia Cavalcante, sobre o qual postei artigo no GVO, e algumas horas depois recebia solicitação de informações sobre o ocorrido diretamente do ‘Repórteres Sem Fronteiras‘.
Resultado: ao fim deste mesmo dia a informação sobre o caso estava circulando na rede global também em francês e espanhol, tornando impossível o exercício da surdez seletiva pela grande mídia local.
Recentemente tivemos uma discussão interna na comunidade GVO que resultou em um interessante post do colega tunisiano Sami Ben Gharbia sobre as razões para o sucesso ou fracasso de campanhas de ativismo online, tomando como base o caso do blogueiro egípcio Kareem Sulaiman.
Alguns elementos nos levam a considerar que a ousadia na apresentação e ilustração dos fatos para o grande público constitui fator estratégico, e que tal atitude varia em relação ao grau da repressão (medo) existente no país em questão.

6) No ano passado, vocês fecharam uma parceria com a Reuters. Talvez seja um dos primeiros blogs a fechar um acordo de conteúdo com uma agência de notícias. Como funciona essa parceria? Vocês fornecem conteúdo a Reuters? E por que você acredita que a Reuters se interessou pelo conteúdo de vocês?
Esta parceria é realmente interessante e inusitada, e pode abrir caminhos interessantes para a nova ecologia da mídia na rede.
Entretanto, minha opinião é que a Reuters ainda não tem clareza sobre como efetivamente explorar o potencial da comunidade GVO. Um exemplo de utilização são as páginas de países do site Reuters-Africa (ex: Etiópia ) que apresenta links para os últimos posts GVO da blogosfera local.
Parece uma forma da agência demonstrar que está ‘prestando atenção’ aos blogs, e isto sem dúvida representa um avanço significativo, mas o passo decisivo e transformador seria uma real interação dos correspondentes internacionais com os blogueiros locais, e isto ainda não aconteceu.

Redação do OhMyNews
7) O Global Voices Online é considerado um projeto de jornalismo cidadão. Recentemente, diversos projetos pioneiros do jornalismo cidadão mostraram problemas, como o OhMyNews, que está com dificuldades financeiras e queda de leitores.
Você acredita que esteja faltando alguma coisa na “receita” desses projetos? Talvez uma visão mais “pé no chão” [visão administrativa e menos experimentalismo ou "romantismo"]?
Tenho algumas dificuldades com este conceito de ‘jornalismo cidadão’. Se isto significa cidadãos comuns fazendo jornalismo, creio que o termo não é adequado para descrever o que o GVO realiza.
Mas entendo que o termo tem sido usado para etiquetar todas as iniciativas que de alguma forma propõem dar visibilidade a narrativas originadas fora do âmbito do jornalismo profissional — uma apreciação bem jornalística, eu diria.
Uma característica fundamental que vejo no sucesso do Global Voices Online é a força de sua comunidade de colaboradores, e a forma como as decisões fundamentais sobre o projeto são sempre debatidas de forma horizontal e participativa.
Neste momento em que o GVO se prepara para deixar seu berço dourado na universidade de Harvard e ganhar autonomia institucional, todas as questões relativas à configuração da nova empresa são compartilhadas com o grupo e debatidas coletivamente.
Minha tendência é comparar o modelo com as comunidades de desenvolvimento Open Source, onde os princípios da articulação participativa em rede estão presentes no próprio DNA do projeto.
Não tenho maiores informações sobre o que está havendo com o OhMyNews, mas à distância me parece que o modelo era inovador em arregimentar colaboradores não-profissionais para a produção de conteúdo, mas ainda conservador no seu modelo de negócio e de gestão.
Respondendo diretamente à sua pergunta eu diria que a visão mais ‘pé no chão’ neste caso é a do GVO, que enxerga real valor nos editores e autores que compõem sua comunidade de colaboradores.
Entretanto, não posso deixar de reconhecer que tal visão é também bastante experimental, e ‘romântica’.

8 ) Aproveitando a entrevista, como você vê as iniciativas da EMI e da própria Microsoft de vender músicas sem o DRM? Você acredita que o DRM vai acabar em breve?
Em 2004 eu já fazia referência sobre o assunto no meu velho blog (‘Ecologia Digital‘ ).
Nesta ocasião, o Cory Doctorow fez uma palestra na Microsoft (!) apresentando uma argumentação brilhante contra a opção das empresas pelo DRM (veja a ótima tradução integral do Silvio Meira ), demonstrando que:
(1) Sistemas DRM não funcionam, (2) Sistemas DRM fazem mal a sociedade, (3) Sistemas DRM são ruins para os negócios, (4) Sistemas DRM são ruins para os artistas, e (5) DRM é uma péssima decisão de negócios para a Microsoft.
Na minha opinião, já naquela época todos os players sabiam que não ia dar para seguir por este caminho, mas ainda havia um ‘gap’ de tempo onde seria possível lucrar com o modelo enquanto não caísse a ficha para os usuários.
O curioso é que quem lucrou no período foi o Steve Jobs, e não à toa, foi quem teve a sensibilidade de perceber o momento limite para virar o jogo. Respondendo: o DRM acabou.
Fotos dos Flcikrs de JoseMurilo e Fikra
Pensar mais antes de escrever um post
Desde o começo da semana, David Sifry, criador do Technorati, sistema de busca em blogs, está publicando uma série de relatórios e afirmando que seu serviço não é um sistema de busca em blogs, mas uma empresa de mídia.
* Tanto que agora ele chama o State of the Blogosphere, um relatório quase trimestral sobre blogs realizado pelo Technorati, de Live Web, pois o mesmo agora comporta vários formatos, além de blogs – podcasts, fotos, vídeos etc.
* Das duas uma – ao publicar esses relatórios e fazer essas afirmações – de que é uma empresa de mídia e não somente um sistema de busca -, David Sifry quer vender o Technorati ou pretende fazer frente ao Google Blog Search, seu concorrente mais próximo e que ganha cada vez mais elogios na blogosfera.
* Pois bem, mas o que interessa neste post é o último relatório sobre a blogosfera que o Technorati publicou hoje. Algumas conclusões:
1) O Technorati indexa atualmente mais de 70 milhões de blogs.
2) O conflito entre Israel e o Hezbollah foi o assunto que gerou mais posts na blogosfera.
3) Japonês é a língua mais falada na blogosfera.
Uso de tags é cada vez mais comum
E as mais importantes:
1) 22 blogs estão na lista dos 100 sites mais populares do mundo.
2) Mais blogueiros estão usando tags para organizar e classificar o conteúdo de seus blogs. Tag é uma espécie de “etiqueta” que você coloca em cada post. Semelhante ao blog do Barcamp que montei – cada post é acompanhado da tag “barcampsp”. O uso dessas tags facilita a indexação em mecanismos de busca e a organização do conteúdo. Clicando em cada tag, você tem acesso a todos os posts sobre “barcampsp” ou “fofocas”.
3) O número de posts por dia está caindo.
* Steve Rubel, consultor de mídia, acredita que essa última conclusão seja sinal de que os blogs já chegaram ao seu pico e estão caindo.
* O que não está errado. Acredito também que, como toda tecnologia, os blogs também já chegaram a um pico. A tendência agora é cair e estabilizar. Lógico que isso é no âmbito internacional e existem diferenças regionais. Por exemplo, aqui, no Brasil, acredito que os blogs ainda vão chegar a esse ponto máximo.
* Vale lembrar que esse “pico de adoção de uma tecnologia” é normal. Foi assim com a televisão – no início teve aquele boom de pessoas comprando aparelhos de TV’s e depois se estabilizou. Com rádio, idem. E com o celular em alguns países, também.
* Mas acredito que existe um outro motivo para o número de posts por dia está diminuindo – as pessoas estão acertando melhor a receita dos blogs. Deixando de pensar tanto em quantidade, mas priorizando a qualidade dos posts.
* Diversos blogs que acompanho estão fazendo fazendo isso agora. Postando menos, mas com posts maiores e melhores. Menos quantidade, mais qualidade. Menos “ctrl c” e “ctrl v” e mais análise.
* Por muito tempo, a qualidade de um blog era medida pela quantidade de posts e comentários. Pelo visto, de alguma forma essa percepção está mudando. E será melhor para os leitores de blogs.
Foto do Flickr de Stebbi póstur
O FeedBurner, um dos serviços de gerenciamento de feeds RSS mais populares da blogosfera, fechou um acordo com a AOL. Ele vai fornecer estatísticas sobre o uso dos widgets e feeds do portal.
Já vi muita empresa não adotando RSS com medo de perder cliques. Ou ainda com a desculpa de não ter como monitorar a audiência do RSS. Pois é, com o FeedBurner esse monitoramento isso é possível [sei que você já está careca de saber disso]. Não é à toa que a AOL fechou uma parceria com eles.
Atualmente, o FeedBurner conta com 652 mil feeds cadastrados. Com o acordo, esse número deve dobrar.

“Reinvenção da roda” e reaproveitamento de códigos e design são uma constante na web. Mas de uns tempos para cá tem sido exagerado – todo mundo [ou uma boa parte] quer ter ou [re] inventar o seu próprio site à la YouTube, MySpace, Blogger ou Orkut.
* É bem aquela mentalidade por parte de algumas empresas de mídia. Deram para falar tanto da tal Web 2.0 e até hoje não aprenderam a parar de olhar para o próprio umbigo. Em vez de marcar presença ou se aproveitar de uma infra-estrutura já consolidada – YouTube, MySpace, Second Life, WordPress – querem “reinventar a roda” e criar ‘o meu próprio site de vídeos’, ‘minha própria rede social’, ‘minha própria ferramenta de blogs’ [como se só elas existissem no mundo].
* Se, pelo menos, 20% das empresas de mídia pensassem diferente – olhando menos para o próprio umbigo – não teríamos tantas funcionalidades ou sites de vídeos à la YouTube e redes sociais à la MySpace e ferramentas de blogs à la Blogger abrindo e fechando todo dia ou entregues ao ostracismo [o Mashable é um blog que registra muito bem esse cenário].

* Matam assim um dos príncipios mais bacanas de um projeto web – Não tente fazer tudo sozinho. Utilize o conteúdo e as ferramentas de outras pessoas para melhorar o seu próprio site.
* No entanto, de 2 semanas para cá, vejo algumas mudanças dessa mentalidade por parte de alguns grandes players de mídia.
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1º) O jornal Washington Post anunciou que vai usar o YouTube como plataforma para distribuição de seu conteúdo em vídeo. Não vai criar o WashingtonPostTube.

2º) A gravadora Sony fez uma parceria com a Vox. Vai usar a estrutura da ferramenta de blogs para rodar os diários [blogs] da gravadora.

3º) Depois a Better.tv, uma rede de videocasts, estreou ontem usando a estrutura já consolidada do site de vídeos BrightCove.

4º) Agora, o Houston Chronicle e o San Francisco Chronicle, um dos antigos jornais dos EUA, vão usar também o Brightcove para distribuir e “guardar” seus vídeos.
* Seguem assim um caminho mais eficiente e econômico – a gente cuida do conteúdo aqui e vocês distribuem e cuidam da tecnologia de vídeos e blogs aí, afinal de contas vocês são focados somente nisso, 24 horas.
* Parceria é umas das coisas mais valiosas, não dá para querer fazer tudo sozinho na web.